• EDP Gás Distribuição


    O gás natural tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante no contexto energético: é uma fonte energética económica, flexível, polivalente, com excelentes características ambientais, tornando-se assim um produto com uma amplitude de aplicações muito vasta, desde a produção de eletricidade, calor ou frio até à utilização nos transportes.

    Com o objetivo de demonstrar a economia e as excelentes características ambientais do gás natural, a EDP Gás Distribuição está a apostar no gás natural auto (GNA). A mudança da frota de veículos a diesel para veículos a gás natural e a construção de uma estação de enchimento privativa constituíram o arranque desta estratégia.

    Veículos GN  Veículo GN   

    Neste momento, a frota a gás natural tem três modelos - utilitários, carrinhas e familiares - e já representa mais de 60% do total de veículos. A título de exemplo, refira-se que um veículo comercial, utilizado em contexto corrente de trabalho, tem um custo de 7,5 €/100 km a gás natural, quando comparado com os 11 € a diesel. O posto de enchimento privativo da EDP Gás Distribuição, construído na sede da Rua Linhas de Torres, no Porto, abastece atualmente 24 veículos, podendo vir a abastecer 50.


    Para o nosso país e para a EDP, o desenvolvimento do gás natural nos transportes proporciona uma maior diversificação da matriz energética. O incremento do volume de gás veiculado na rede é outro ponto forte do desenvolvimento desta estratégia. Estima-se que em velocidade de cruzeiro a estação de enchimento tenha um consumo anual de 60.000 Nm3/h (o equivalente a um hotel médio de 4 estrelas) e um consumo por viatura de 2.000 Nm3/ano (o equivalente a um prédio de 12 clientes domésticos).

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    Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

  • Estação privativa

    Para permitir uma utilização cómoda para os utilizadores (tempos de enchimento reduzidos) e, por outro lado, diminuir o investimento necessário e os gastos energéticos relativos ao funcionamento do compressor, na estação da EDP Gás Distribuição optou-se por uma solução composta por uma unidade de compressão de pequena dimensão (potência de 15 kW capaz de debitar 43 m3(N)/h) e uma unidade de armazenagem composta por 28 cilindros de 80 litros cada. O sistema de controlo do posto de enchimento realiza uma gestão eficiente do compressor e do volume de armazenagem - composto por 3 estágios de compressão a uma pressão máxima 300 bar (rel) - permitindo o enchimento rápido de 5 veículos seguidos.

    GNA - posto  GNA - pormenor posto

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  • Vantagens GNA

    Economia

    Poupanças da ordem dos 30 a 40% face ao diesel.

     

    Grande autonomia

    A título de exemplo, um veículo ligeiro de gama média apresenta autonomia superior a 700 km: 400 km a gás natural e mais de 300 km a gasolina.


    Ecologia

    Os veículos a gás natural têm baixas emissões de substâncias tóxicas, quase emissões zero de partículas, reduzidas emissões de NOx (óxidos de azoto), especialmente o NO2 (dióxido de azoto) e uma forte redução, superior a 20%, de CO2 (dióxido de carbono) por km percorrido. O gás natural é, deste modo, um produto que representa um excelente contributo para o cumprimento da norma ambiental EURO VI.


    Conforto

    Redução de ruído de 4 dB face ao Diesel (-50% da perceção de ruído).


    Segurança

    O ponto de ignição é bastante mais alto do que o dos outros combustíveis (620ºC quando comparado com os 300ºC da gasolina) e a faixa de explosividade é estreita (concentrações de gás no ar entre 5 e 15%). Por outro lado, o gás natural é mais leve que o ar (ao contrário do GPL), pelo que o risco de incêndio e explosão é minimizado.

    Os automóveis a gás natural têm um reservatório próprio, sujeito aos mais elevados padrões de segurança, e contam com válvulas de segurança específicas. Um reservatório, para além de resistir à elevada pressão de gás no seu interior (200 bar), tem também de resistir a um possível acidente de viação, incêndio ou condições atmosféricas adversas. Para garantir todas as condições de segurança, mantendo o reservatório o mais leve possível - de forma a não afetar a dinâmica do veículo - foram desenvolvidas normas que especificam os requisitos de construção e ensaios, contendo ainda diretrizes de inspeção, uso e manutenção.


    As principais normas utilizadas no mundo são:
    ISO 11439 (Europa e Ásia);
    ECE R110 (Europa, Brasil e Argentina);
    NGV2-2000 (Estados Unidos da América).


    O maior clube de automobilismo da Europa - ADAC (Allgemeiner Deutscher Automobil Club) –, efetuou vários testes a um veículo movido a gás natural, entre os quais um teste de colisão. Na conclusão desta análise, o ADAC escreveu: “Nos veículos a gás natural, o risco de incêndio não é aumentado. Mesmo em caso de acidente, não se verificam diferenças no comportamento em relação ao veículo “standard”. Quem opta por este combustível ecológico, não deve ter preocupações a respeito da segurança”. Tendo em conta que este teste foi realizado em 2004, e dados os avanços tecnológicos verificados até à data, podemos concluir que os veículos a gás natural são uma alternativa segura aos veículos que utilizam gasolina ou gasóleo.

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  • Saiba mais

    No setor dos transportes - que representa mais de 30% do consumo energético mundial - o gás natural tem vindo a ser cada vez mais utilizado, nas suas duas formas de abastecimento: o GNL (gás natural liquefeito) e o GNC (gás natural comprimido).


    Na Europa, o transporte rodoviário é responsável por 32% da energia final e por 21% das emissões de gases de efeito de estufa (GEE). Existem já, na União Europeia, cerca de 1,5 milhões de veículos, sendo que a previsão para 2020 é de 11 milhões (entre 2003 e 2011 registou-se um crescimento anual de 12%). O setor dos pesados (cerca de 300 mil veículos) e o das frotas de distribuição assumem uma importância significativa para o incremento do gás natural como solução de mobilidade.


    No setor marítimo o crescimento tem sido significativo, devido também à introdução de normas ambientais cada vez mais exigentes (as zonas ECA – Emission Controled Area). Atualmente, uma percentagem importante dos novos navios de transporte de mercadorias e de passageiros é movida a GNL.


    No transporte terrestre, os construtores de veículos têm vindo a diversificar as suas gamas, apresentando veículos bi-fuel (gás natural e gasolina), dual-fuel (gás natural e diesel) ou exclusivamente a gás natural.


    Existem soluções de abastecimento dos veículos domésticos, empresariais (para pequenas frotas) e públicos, estando Portugal a dar passos importantes no sentido de infraestruturar o país com estações de enchimento capazes de responder à procura. Países como a Alemanha têm investido fortemente no desenvolvimento da rede de abastecimento de gás natural veicular, contando já com mais de 1000 postos de enchimento de gás natural.


    Para mais informações sugerimos a consulta dos seguintes sites:

    www.ngvaeurope.eu/cars
    www.iangv.org

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